sábado, 28 de maio de 2016

Momento Divertido! Ooops nem tanto!

E nesse outro vídeo, a gente encontra uma situação não favorável para essa professora, mas que ela conseguiu reverter a seu favor. Bons estudos.









Figura 01

Momento Divertido! Ooops nem tanto!

Os professores e as duras práticas de ensino, que insistem em fazer exercícios, provas ou qualquer outro tipo de instrumento avaliativo que só confundem e não ajudam os alunos. Nesse vídeo a gente encontra isso. Reflitam suas ações, precisamos educá-los para aprenderem e não para se tornarem robôs! :) ;)





Encontro 12 - Discussões Coordenadas - Síntese do vídeo de Luckesi

Olá pessoal, como falei no post anterior aqui abaixo você encontrará a síntese produzida com base no vídeo da entrevista com Luckesi que deixei o link no post anterior. #Assistam
Boa leitura, bons estudos!

Síntese do vídeo: Avaliação da Aprendizagem Cipriano Luckesi Série Encontros


O vídeo da entrevista de Luckesi vai retratar toda a história, a prática da avaliação, sua relação com os tipos de pedagogias e as práticas das escolas e dos professores no que se diz respeito a avaliar os alunos. A história começa quando o rapaz interroga Luckesi sobre o que é avaliar para ele, pois na época do vídeo já havia uma discussão de como seria uma escola ideal e ele é uma pessoa qualificada a falar desse assunto, e porque ele começou a escrever nessa área. Luckesi responde que quando ele ainda era universitário, ele tinha um professor que era um Jesuíta que levou para a sala de aula o assunto dos testes, então ele começou a estudar sobre este assunto e a trabalhar com produção, codificação e qualificação de testes na Bahia.
A avaliação que existe nas escolas onde um professor usa um instrumento para aferir o conhecimento do aluno, vem da pedagogia tradicional em sua grande maioria, pois esses instrumentos têm características examinativas (selecionar, aprovar, reprovar etc.) e esse tipo de pedagogia tradicional surge no século XV na sociedade burguesa e que tinham como objetivo selecionar as pessoas para o exército, mas esse tipo de exame escolar que conhecemos e que existe até hoje aconteceu no século XVI e foi uma junção da pedagogia protestante (Comenius) com a pedagogia católica (Jesuítas).
            A pedagogia católica dos Jesuítas utilizava de várias práticas que muitas delas até hoje são reproduzidas nas escolas, e criaram um documento de regras que tinha o nome de Ratio Studiorum que neste tinham as regras e as normas que tinham que ser seguidas, pelos alunos. Então o aluno tinha que fazer a sua prova e entregá-la ao professor e só podia olhá-la quando o professor entregasse, se dois alunos sentassem um ao lado do outro dever-se-ia prestar atenção, pois não saberia quem teria resolvido a prova e quem só tinha copiado, o aluno tinha que levar seu material para fazer a prova para não pedir de ninguém a hora da prova era pra ser em silêncio. As bancas avaliadoras de mestrado e doutorado também surgem nessa época com a ratio studiorum que significa organização do estudo.
            A pedagogia protestante de Comenius também criou um modelo de examinar, através de um livro feito por ele que tem o nome Didática Magna. Ele dizia que o professor tinha de fazer uso de ameaça para que o aluno estudasse e reproduzisse nos exames o que ele sabia. Comenius fala ainda que o aluno para aprender precisa prestar atenção, então o professor tem que usar de vários artifícios para chamar a atenção dele e ele assim aprender, ele também acreditava que o medo era um fator positivo para a aprendizagem do aluno.
            O exame é um tipo de instrumento que tem três características marcantes que são citadas por Luckesi no vídeo, que são: pontual, classificatório e seletivo. O exame é pontual pois ele tem hora, local, data e tempo para ser feito, então se o aluno faz a sua prova em 30 min, mas no decorrer da saída da sala ele lembra que não foi bem em uma determinada questão e volta para o professor dizendo isso e pergunta se pode ajeitar a sua prova, o professor diz que não. Luckesi diz que na maioria das palestras que ele realiza, ele também ouve sempre essa mesma resposta, e ele foca aí a primeira característica forte do ato de examinar, pois o aluno podia rever a sua prova e corrigi-la, mas o tempo para isso acabou. Ou seja o ato de examinar não se importa com o que aconteceu antes, o que está acontecendo e o que vai acontecer, ele só se preocupa com aquele momento em que a prova está sendo realizada.
A segunda característica do exame é a classificação, e o uso de notas pelo professor para medir o nível de seus alunos dentro da sala de aula é o que mais caracteriza a classificação. Uma nota para o aluno é até hoje um tipo de instrumento avaliativo, pois se o professor percebe que o aluno consegue aprender aquele conteúdo e tem condições de desenvolver sua aprendizagem em uma turma sequente a sua porque não aprová-lo com uma nota 7,0 (se esse for o padrão da sua escola)? Mas, o que acontece são seleções de acordo com a nota que o aluno tirou em sua prova, onde se em duas provas o aluno obtém uma nota seis e na segunda uma nota quatro, o professor soma as duas e divide por dois e o aluno fica assim com uma média cinco, não sendo aprovado, ou seja o que há é uma seleção de notas, e uma classificação dos alunos, não caracterizando o ato de avaliação, mas sim de examinação.
E a terceira característica do exame é a seleção, que é predominante nos vestibulares, concursos etc. Luckesi no vídeo usa o exemplo do vestibular da Bahia, onde para três mil quatrocentos e cinquenta vagas, houve mais de onze mil inscritos, então esses que não conseguem entrar na instituição de ensino ficam de fora da sociedade, são excluídos e marginalizados. E o professor dentro da sala de aula quando começa a usar da seletividade, ele exclui os alunos que não estão conseguindo desenvolver a sua aprendizagem, prejudicando ainda mais a sua caminhada dentro da escola. Então essa prática de examinar tão envolta dentro das escolas e dentro da sala de aula, caracteriza no aluno um déficit de aprendizagem.
Sendo contrário ao exame, é explicado no vídeo o que seria então avaliação e como esta deve ser praticada dentro da sala de aula para que os alunos consigam assim desenvolver suas habilidades cognitivas e a sua aprendizagem. Então as características que definem a avaliação são: não pontual, dinâmica, formativa, além de serem ainda mediadora, dialética e inclusiva.
A avaliação é não pontual pois o momento em que o aluno está fazendo a sua prova, o professor está preocupado no que houve anteriormente, no que está acontecendo agora e no que virá a acontecer, pois o ato de avaliar não é para selecionar, classificar ou punir o aluno, mas sim de interferir no momento em que o aluno erra e ajudá-lo a aprender o que ele ainda não compreendeu. Então a primeira diferença de avaliar para examinar é que o ato de avaliar é contínuo.
A segunda característica da avaliação que se opõe ao exame é que ela é dinâmica, então o professor sabe que se determinado aluno não conseguiu obter uma nota considerada desejável, isso não caracteriza que ele não sabe, ou que não vai conseguir aprender, pois um professor quando avalia a serviço da aprendizagem ele usa de vários instrumentos avaliativos, para avaliar seus alunos, o que acaba sendo um benefício para o desenvolvimento do aluno, e para o dinamismo dentro de sala de aula, uma vez que o rendimento dos alunos não será medido por notas ou conceitos obtidos em provas.
E uma vez que a avaliação não é pontual e não é classificatória, ele acaba se tornando inclusiva, pois o professor trabalhará com a sua turma no todo, para que todos consigam se desenvolver e aprender aquilo que está sendo proposto e o que se está sendo ensinado. Ou seja o ato de avaliar é um ato amoroso, no sentido de que ele abraça, envolve o aluno, para que este realmente aprenda.


Mas, o que acontece é que a escola e o professor não sabem como mudar essa tradição tão forte e tão interiorizada, de que avaliar é usar provas. O professor quando é selecionado para ensinar alguma disciplina ele recebe da escola, todo o planejamento dessa matéria, com seus objetivos, seus assuntos a serem abordados e como será a distribuição dos conteúdos nas provas, então o professor recebe o pronto e quer buscar nos alunos daquela turma, uma prontidão também, e isso acontece desde as escolas de nível fundamental até as universidades. Dessa forma é mais fácil, e mais cauteloso para o professor que ele apenas reproduza em seus alunos o que a escola (coordenação, direção) escolheu para ser feito.
O professor que se preocupa com a aprendizagem e com o desenvolvimento de seus alunos, tem que procurar sentir um incômodo ao receber esse trabalho e essa prática pronta de sua escola, pois ele ao se incomodar, ele vai buscar mudar o seu planejamento e a sua prática pedagógica avaliativa, o que surtirá um efeito positivo em sua turma e em seus alunos.
No vídeo o entrevistador pergunta a Luckesi se esse ato de não aplicar provas ou atribuição de notas não vai causar um medo e uma insatisfação nos pais dos alunos que procurarão os professores para reclamar. Ele fala que nas suas palestras ele também é questionado sobre as notas, e ele responde aos seus ouvintes que eles deem as notas, mas que não fiquem presos a elas, e que elas não representem unicamente a aprendizagem de seus alunos. E os pais quando procurarem a escola e os professores, notarão que não foi deixado de fazer provas, e que os seus filhos não estão ao léu, mas que eles estão sim aprendendo, desenvolvendo-se, mas que não precisam passar por duas ou três provas de cada disciplina durante seu ano letivo para conseguirem passar adiante com qualidade e tendo aprendido o que foi proposto.

Dessa forma pode- se concluir que mesmo sendo um trabalho desafiador e de uma certa forma revolucionário, a mudança e a inclusão do ato de avaliar precisa ser cada vez mais difundido, estudado e colocado em prática dentro da sala de aula de todos os níveis de formação. Pois os professores formam pessoas para que se desenvolvam tanto cognitivamente quanto pessoalmente, e o que mais se vê hoje em dia são pessoas que a qualquer preço querem derrubar seus colegas, e se o aluno vê essa prática vindo de um professor que exclui, seleciona, classifica etc., ele a continuará fazendo e será mais um cidadão grosseiro dentro de uma sociedade cada vez mais classificatória e seletiva.

REFERÊNCIA

Avaliação da Aprendizagem Cipriano Luckesi Série Encontros. Direção: Paulo Aspis, Regis Horta. Produção: ATTA Mídia e Comunicação. Entrevista, 82'24". Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=NbHdgMGV1y0>.  Acesso em abril de 2016.

Encontro 12 - Discussões Coordenadas - Atividades

Depois das apresentações dos seminários foi entregue ao nosso professor um texto sobre o professor-bicho que é uma de nossas atividades complementares e que você encontrará logo abaixo esse texto para leitura e aprendizado.

No próximo post você vai encontrar a síntese produzida também entregue neste dia com base em um vídeo de Luckesi que você pode assistir clicando no Link abaixo! Bons estudos. Até a próxima :)



O professor pombo da paz

O pombo doméstico, ou o pombo da paz branco como é conhecido popularmente, é uma ave que tem o corpo roliço, o pescoço curto, a cabeça pequena e as asas longas. O pombo é capaz de levar mensagens a destinos longos com centenas de quilômetros, e ainda sim voltar para o seu lugar de origem, eles conseguem fazer isso porque são treinados e instigados a alçarem voos cada vez mais longos e distantes.
O professor com a característica de um pombo, também quer que os seus alunos, se dediquem nos seus estudos, e educam eles para que os seus voos, mesmo que no início sejam pequenos e com dificuldades, ao fim de uma etapa, ou ao fim de sua disciplina, sejam realizados, e que os levem à uma carreira de sucesso e saber pleno.
Outra característica principal de um professor pombo da paz é que ele tem as asas longas, para aninhar os seus alunos debaixo delas, passando-lhes ainda mais segurança, confiança, carinho e preocupação que só uma ave que transmite a paz pode dar. E com isso que o professor pombo da paz faz com os seus alunos, dando-lhes instrução e confiança para alçarem voos e ir seguindo adiante na escala do saber, ele vai deixando o seu legado de sabedoria e paz por onde passar, ou melhor, voar.



Referência

  BRITANNICAESCOLA. Pomba. Disponível em: http://escola.britannica.com.br/ article/482215/pomba>. Acesso em: 08/05/2016.


Momento Divertido - Charge!

Essas charges tem muito a ver com a publicação anterior que tratou dos assuntos abordados nas apresentações dos seminários e que envolvem avaliação da aprendizagem. Aqui abaixo você encontrará essas tirinhas para reflexão e interpretação, tentem associá-las a cada assunto abordado. Espero que gostem! :)



Figura 01

Figura 02



Figura 03

Figura 04

Figura 05

Figura 06



Encontro 12 - Seminários!

Hoje dia 12 de Maio de 2016, foi continuada a rodada de apresentações de seminários sobre avaliação da aprendizagem, contexto escolar, democratização, direito do erro, fracasso escolar, práticas avaliativas e recuperação da aprendizagem.

O primeiro grupo a se apresentar neste dia foi o de Wenddell e Andreza que falaram sobre: Para além do fracasso escolar: uma redefinição das práticas avaliativas de Marli Andre, Laurizete F e Julio Groppa Aquino (org.).
Link dos slides usados na apresentação: http://pt.slideshare.net/rafaelly04/slide-10-para-alm-do-fracasso-escolar-uma-redefinio-das-prticas-avaliativas

O segundo a se apresentar foi o de Rafaelly (autora deste blog) e Thamires que falaram sobre: Recuperação da aprendizagem de Maria Celina Melchior.
Link dos slides usados na apresentação: http://pt.slideshare.net/rafaelly04/slide-09-recuperao-da-aprendizagem

O terceiro grupo a se apresentar foi o de Diogo e Ranieri que falaram sobre: A comunicação dos resultados da avaliação escolar de Maria Celina Melchior.
Link dos slides usados na apresentação: http://pt.slideshare.net/rafaelly04/slide-11-a-comunicao-dos-resultados-da-avaliao-escolar

O último a se apresentar neste dia foi Eric que falou sobre: Avaliação como espaço de aprendizagem em softwares educativos de Carmesina Ribeiro Gurgel, Germaine Elshout de Aguiar e Nayana do Nascimento e Silva.
Link dos slides usados na apresentação: http://pt.slideshare.net/rafaelly04/slide-12-avaliao-como-espao-de-aprendizagem-em-sofrwares-educativos

Hoje tem muito conteúdo aqui no blog galerinha. Bons estudos! :)
No próximo post será o momento diversão com algumas tirinhas divertidas. Até lá :)

Encontro 11 - Seminários!

Hoje dia 05 de Maio de 2016, foi iniciada outra rodada de apresentações de seminários sobre avaliação da aprendizagem, contexto escolar, democratização, direito do erro, fracasso escolar, práticas avaliativas e recuperação da aprendizagem.

 O primeiro grupo a se apresentar neste dia foi o de Lídia e Ana Lívia que falaram sobre: As noções de erro e fracasso no contexto escolar: algumas considerações preliminares de José Sérgio Fonseca de Carvalho.
Link dos slides usados na apresentação: http://pt.slideshare.net/rafaelly04/slide-06-as-noes-de-erro-e-fracasso-no-contexto-escolar-algumas-consideraes-preliminares

O segundo grupo a se apresentar neste dia foi o de Otaciso que falou sobre: Avaliação escolar e democratização: o direito de errar de José Sérgio Fonseca de Carvalho.
Link dos slides usados na apresentação: http://pt.slideshare.net/rafaelly04/slide-07-avaliao-escolar-e-democratizao-o-direito-de-errar

O terceiro e último grupo desse dia a se apresentar foi o de Digelvânia e Silvana que falaram sobre: Fracasso escolar de Maria Celina Melchior.
Link dos slides usados na apresentação: http://pt.slideshare.net/rafaelly04/slide-08-fracasso-escolar