quarta-feira, 18 de maio de 2016

Encontro 07 - Seminários - Memória da Aula!

Bom, como vocês leram no post anterior a nossa primeira unidade foi fechada com a nossa primeira verificação de aprendizagem. E hoje dia 07 de Abril de 2016, foi iniciada a segunda unidade com os seminários, e em cada seminário íamos construindo memórias da aula para uma melhor compreensão do assunto abordado. Logo abaixo você encontrará a primeira memória que traz o conteúdo: Avaliação educacional escolar: para além do autoritarismo, que foi apresentado pelo grupo de Eric, Ana Lívia e Lídia Pérside. Neste dia ainda aconteceu a apresentação do seminário do meu grupo com Thamires, e abordamos o tema: Avaliação do aluno: a favor ou contra a democratização do ensino? Os slides estarão em um próximo post, até lá! :)
Lado 01 da Memória da Aula!
Lado 02 da Memória da Aula!

Avaliação!!! oops Verificação de aprendizagem!

Depois de todas as discussões coordenadas em sala de aula, de todos os trabalhos realizados, o nosso professor marcou a nossa primeira verificação de aprendizagem que aconteceu no dia 02 de Abril de 2016 e o instrumento utilizado foi uma prova que continha questões totalmente relacionas aos nossos textos e trabalhos.




Encontro 05 - Discussões Coordenadas - 10 Pontos!

Neste encontro entregamos ao professor um trabalho que trazia 10 pontos de características de professores que avaliam a serviço da aprendizagem e para classificação. Leiam abaixo!

Características de Professores que avaliam a serviço da aprendizagem e para classificação


Classificação
Aprendizagem
1.      Não procura rever seus métodos se a turma não está indo bem;
2.      Só está preocupado que o aluno recupere a sua nota;
3.      Não ajuda no desenvolvimento da aprendizagem dos seus alunos;
4.      Cria dentro da sala de aula níveis para os alunos como um ranking de quem sabe mais e quem sabe menos;
5.      Acredita que avaliação consiste só em fazer provas e muitas vezes, fazem-na difíceis e complicadas só para aterrorizar o aluno;
6.      Só prepara os alunos para conseguirem notas boas e altas e não para aprenderem;
7.      Se em determinada prova só alguns alunos conseguiram atingir a nota que o professor desejou e o restante da turma não, ele não usa outro instrumento avaliativo para que os alunos que se deram mal venham obter sucesso;
8.      Acreditam que o medo da prova e a ameaça vão fazer os alunos estudarem e melhorarem a sua aprendizagem;
9.      Ser rigoroso e objetivo na apreciação das respostas dadas pelos alunos na prova;
10.  Só fazem uso de um instrumento avaliativo para avaliarem seus alunos;

1.      Estimula os alunos a estudarem e a aprenderem o conteúdo;
2.      Ajuda os alunos que não conseguem se dar bem em uma prova ou exame, usando novos instrumentos avaliativos;
3.      Sempre estão avaliando os seus alunos, pode ser num simples olhar do comportamento dos alunos em sala de aula;
4.      São atenciosos e dinâmicos no ensino de conteúdos mais complicados;
5.      Estão mais preocupados com a aprendizagem dos alunos do que com as suas notas;
6.      Atendem a todos os alunos dentro da sala de aula, sem excluir os que têm as notas maiores dos que têm notas menores;
7.      Não fazem provas difíceis para que os alunos tenham um resultado ruim;
8.      Buscam fazer várias atividades com os alunos para que isso os ajudem na construção da sua nota;
9.      Dão feedback aos alunos das suas provas e atividades, discutindo assim os erros e fazendo com que o aluno compreenda o que errou;
10.  Fazem uso de mais de um instrumento avaliativo para avaliarem os seus alunos;



Encontro 05 - Discussões Coordenas - Mapa Conceitual!

Como vocês leram no post anterior a esse, o segundo texto que usamos em sala neste dia foi o da Jussara Hoffmann que abordou o assunto de novos olhares sobre avaliação, e que foi base para construção de um mapa conceitual que você ao clicar no link abaixo encontrará o slide da apresentação desse mapa.


http://pt.slideshare.net/rafaelly04/atividade-mapa-conceitual-62894026















Encontro 05 - Discussões Coordenadas - Decálogo Comentado!

Nesta aula fizemos apontamentos sobre dois textos. O primeiro de Luckesi que falou sobre o trânsito difícil do ato de examinar para avaliar, mas que é necessário acontecer, e este texto foi base para construção de um decalógo comentado que você encontra logo abaixo aqui neste post! Boa leitura. :)


 De examinar para avaliar, um trânsito difícil, mas necessário

i.        "... resultados novos no processo de ensino-aprendizagem em nossas escolas são necessários hábitos novos e estes, por sua vez, exigem novas aprendizagens, como também novas condições para exercitá-las".
Ou seja, não pode se questionar os resultados negativos dos alunos, quando a escola e os professores ainda seguem os antigos meios de uso do exame. A prática deles não está voltada para o desenvolvimento da aprendizagem de seus alunos, mas sim na aprovação/reprovação deles. Então para que os resultados passem a ser favoráveis, tanto a escola como os professores teriam que rever seus métodos e as suas concepções do que é avaliar.
ii.      "... carga de ameaça e castigo sobre os educandos, cujo objetivo é pressioná-los, para que disciplinadamente estudem, aprendam e assumam condutas, muitas vezes, além de externas a eles mesmos, também aversivas".
Ou seja, os alunos têm a concepção de que a prova é um instrumento usado pelo professor para que eles obtenham uma aprovação, então a dedicação dos alunos com o estudo, na verdade é para que obtenham uma nota que o aprovem naquele exame. Então, a maioria tem uma aversão e um medo enorme de ouvir a palavra prova, já para o professor todo este poder que o uso da prova lhe dar, serve para que eles pensem e ajam como se estivessem realmente educando seus alunos, ou melhorando seus comportamentos.
iii.    "... Assim sendo, não faz muito sentido condenar educadores que, hoje, ainda, não conseguem transitar do ato de examinar para o ato de avaliar na escola".
Ou seja, não se pode colocar toda a culpa do fracasso dos alunos, somente nos professores, pois está diferença de examinar para avaliar é grande, e infelizmente alguns professores não pretendem mudar essa sua concepção e esse modo de agir, como também o meio no qual estamos inseridos não irá mudar, deixando de ser excludente para includente.
iv.    "... A configuração histórica do modo de agir com os exames tornou-se resistente a mudanças, pois que ela oferece um modo confortável de ser, garantindo ao educador poder de controle sobre os educandos".
Ou seja, o professor acredita que a utilização da prática avaliativa, com o intuito de aprovar/reprovar o aluno lhe dar um poder e um controle absoluto sobre os seus alunos dentro da sala de aula, isso acontece desde a nossa sociedade antiga, quando o exame passou para teste e depois para avaliação.
v.      "... Como um todo, os exames escolares, hoje, não nos ajudam a produzir resultados escolares bem-sucedidos...".
Ou seja, a utilização dos exames com fim de que os alunos estudem para obter notas que o aprovem de uma série para outra, não é considerado uma prática de sucesso, pois na maioria dos casos esses alunos acabam sendo prejudicados, pois não aprendem o conteúdo, e sim o estudam para obter aprovação, visto que a reprovação é um resultado ainda pior de se ganhar.
vi.    "... o segundo fator que dificulta a mudança: o modelo de sociedade vigente na modernidade, que é excludente".
Ou seja, a influência que a sociedade moderna atual trás para dentro da escola e para a explicação da prática avaliativa dos professores em somente avaliar para classificar é evidente, pois para mudarmos essa prática docente, teríamos que começar a mudar nossos atos dentro da nossa sociedade, e deixar de lado a exclusão e tornarmos uma sociedade de verdade.
vii.  "... Há, pois, uma compatibilidade entre modelo social vigente e exames escolares, fato que reforça o significado e a permanência destes últimos e, ao mesmo tempo, reforça o significado e a permanência do modelo social. A avaliação da aprendizagem é democrática, pois que, sendo inclusiva, acolhe a todos, o que se opõe ao modelo social hierarquizado e excludente da sociedade burguesa, daí ser difícil praticá-la.
Ou seja, os modelos de exames que são para excluir é como a classificação social atual, pois no modelo de nossa sociedade temos diferentes níveis de classificação para as pessoas. E os professores ao avaliarem os seus alunos com o intuito de classifica-los coloca dentro da sua sala de aula os alunos em diferentes níveis quanto a sua aprendizagem, sendo que os que ocupam a primeira posição deste ranking são considerados os melhores, que muitas vezes não são. E a avaliação da aprendizagem veio para desconsiderar essa prática e mudar o sentido de avaliação tanto para os professores quanto para os alunos, por isso ela é considerada democrática e por isso que é tão difícil de praticá-la por alguns professores que acham mais fácil aprovar/reprovar os seus alunos por suas notas do que ajudá-los a desenvolverem suas habilidades melhorando assim a sua aprendizagem e a sua nota.
viii.                       " Em nossas vidas escolares, aprendemos obedecer, de modo externo e aversivo, e, agora, repetimos essa prática junto aos nossos educandos, usando os exames como recurso de controle".
Ou seja, a prática avaliativa do exame como classificação e como objeto de poder e controle do professor, é uma ação que já foi vivenciada por ele durante a sua vida escolar, e que mesmo que alguns de seus professores não tenham praticado esse modelo avaliativo, os que o fizeram acabam se destacando na vida escolar do aluno, que venha a se tornar um professor, e que agora replica isso dentro da sua sala de aula.
ix.    "... insano é querer obter resultados novos com hábitos antigos. Para se obter resultados novos, são necessários modos novos de agir".
Ou seja, como melhorar o melhorar a aprendizagem dos alunos, se os professores continuam a utilizar métodos antigos de avaliar e o usam para puni-los ao invés de ensiná-los? Para que os alunos desenvolvam suas habilidades e obtenham êxito escolar, os professores e a comunidade escolar têm que rever seus conceitos e mudar seus métodos.
x.      "... Ninguém de nós, em sã consciência, age para obter insucesso. Todos desejamos sucesso. Por que, então, na prática educativa, nos contentamos com o fracasso de nossos educandos; ou pior ainda, ficamos felizes, quando geramos esse fracasso com as provas desnecessariamente complicadas que elaboramos e aplicamos em nossos educandos?".
Ou seja, como pode alguns professores utilizarem de métodos classificatórios para avaliarem seus alunos, mesmo sabendo que o seu papel é de ensinar, de ajudar, e mesmo fazendo isto conseguirem ficar felizes. A maioria dos casos é que isso é possível, alguns professores não se importam se os seus alunos estão realmente aprendendo, mesmo vendo que ao submeterem eles a exames os resultados sejam negativos, não se importam e não mudam o seu método, alguns deles se sentem mais importantes por ser um tipo de profissional que mais reprova do que aprova os alunos, ou seja os alunos já tem um medo de encarar a disciplina e quando se deparam com professores deste tipo, esse medo é duplicado.

Referência 

LUCKESI, Cipriano Carlos. De examinar para avaliar, um trânsito difícil, mas necessário. In: LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. 22. Ed. São Paulo: Cortez, 2011, p. 67-72.

Encontro 04 - Discussões Coordenadas - Síntese!

Olá! Como foi deixado no último post, logo abaixo você poderá ler a síntese reflexiva, com base no texto de Luckesi!

Verificação ou avaliação: O que pratica a escola?

De acordo com o texto se pode notar que os professores fazem uso de avaliação com o sentido de aferir o conhecimento do aluno, isso claro seguindo as normas da escola que o regem. Mas é evidente no texto que o que será discutido e analisado é se o professor ao avaliar o seu aluno, com o intuito de medir ou não o seu conhecimento está ajudando na sua aprendizagem. Por isso que o autor usa dois termos principais na sua escrita, verificação ou avaliação o que realmente fazem os professores aliados com as escolas, a fim de que ajudem na aprendizagem dos alunos.
O professor ao praticar a aferição do aproveitamento escolar de seus alunos, usa basicamente três procedimentos sucessivos. São eles: medida do aproveitamento escolar; transformação da medida em nota ou conceito e a utilização dos resultados identificados, a partir do estudo desses passos, se poderá obter uma resposta acerca da prática dos professores.
Na medida do aproveitamento escolar, é evidenciado que na nossa prática escolar, os resultados da aprendizagem são obtidos pela medição, variando a especificidade e a qualidade dos métodos utilizados e os instrumentos utilizados para obtê-las. Essa forma adotada pelos professores para conseguir os resultados da aprendizagem através da medida, é dada pelo acerto da questão, em provas, testes ou qualquer outro tipo de simulado que seja composto por questões, onde para cada questão é atribuído um valor, e na maioria das vezes o máximo de acertos é de dez questões, garantindo assim para o aluno uma medida máxima de seu conhecimento, e para aqueles que não atingiram uma medida mínima ou nula de conhecimento.
Comumente nas práticas escolares esses acertos de questões nas provas ou outros meios de coletas dos resultados de aprendizagem, viram “pontos”, mas não muda o caráter de medição. Dessa maneira, mesmo sendo precário essa utilização de medir o conhecimento do aluno, ela é um ato necessário e tem sido praticada em praticamente todas as escolas, e no que se diz respeito aos resultados da aprendizagem, esse é o primeiro passo que o professor pode dar para que ele possa seguir os próximos passos na aferição da aprendizagem dos seus alunos.
O próximo passo do professor no processo de aferição do aproveitamento escolar, é a transformação da medida em nota ou conceito, isso quer dizer que ao medir e obter um resultado que é referente a uma quantidade de pontos, o professor transforma isso em uma nota, adquirindo uma conotação numérica, ou em um conceito, adquirindo uma conotação verbal, essa transformação dos resultado medidos previamente em nota ou conceito se dá por meio de uma equivalência simples entre os acertos ou pontos pelo aluno e uma escala previamente definida, de notas ou conceitos.
E por fim o professor obtém os resultados identificados e colhidos a partir dos passos anteriores. Daí quando o professor já estiver com o resultado em mãos ele tem diversas possibilidades de uso, como: registrar em seu diário de classe, ou em caderneta de alunos; se o resultado for ruim para o aluno, oferecer uma oportunidade de melhorar essa nota/conceito, permitindo que faça uma nova aferição; e se atentar para as dificuldades dos alunos e seus desvios de aprendizagem, decidir trabalhar pra que eles de fato aprendam aquilo que realmente deveriam aprender, construindo assim efetivamente os resultados necessários da aprendizagem.
Quando o professor pega os dados dos alunos e estes revelam que os alunos estão numa situação negativa em relação a aprendizagem, o professor comumente utiliza a primeira e no máximo a segunda opção, onde ele anota esse dado em uma caderneta no máximo chama o aluno para que ele estude mais e passe por uma nova aferição a fim de que melhore sua nota. Com base nesta observação pode se notar que o que é evidenciado é a nota dos alunos e a sua classificação e não a sua aprendizagem, isto caracteriza no ponto de vista educativo um desvio.
E a terceira opção possível de utilização dos resultados da aprendizagem é a mais rara pois seria necessário que os professores em junção com a escola trabalhassem juntos a serviço único da aprendizagem e pelo desenvolvimento do aluno, a efetiva aprendizagem seria o centro de todas as atividades do professor. Mas o que é comum e o que os professores estão preocupados é com a aprovação ou reprovação dos seus alunos e não com a sua aprendizagem consistente. Então o que é observado até aqui é que a aferição da aprendizagem escolar é utilizada, na maioria das vezes, para classificar os alunos em aprovados ou reprovados, quando há um interesse ou uma prática de revisão de conteúdo, em si não é para proceder a uma aprendizagem ainda não realizada, ou um aprofundamento em conteúdo mais difíceis e já vistos em sala, isso é feito para melhorar a nota/conceito do aluno e com isso aprova-lo.
E quando se refere a escola e ao seu papel em relação a avaliação da aprendizagem, como ela se comporta e como age? É mostrado no texto que a escola trabalha com a verificação da aprendizagem. O ato de verificar configura-se pela observação, obtenção, análise e síntese dos dados ou informações que delimitam o objeto ou ato com o qual se está trabalhando, esse ato termina quando o objeto ou o ato de investigação chega a ser configurado no sentido abstrato, isto é, no momento em que se chega à conclusão que tal objeto ou ato possui determinada configuração.
A aferição do aproveitamento escolar não é um ponto de chegada de conclusões corretas, mas um ponto a se pensar se o que está se fazendo é correto e de qualidade, nesse aspecto é discutido a aferição em três etapas, na primeira etapa que é o uso da avaliação, o professor deve fugir do aspecto classificatório da avaliação e seguir passos que atentem para a aprendizagem dos alunos, devendo assim, coletar, analisar e sintetizar de forma objetiva as manifestações de condutas dos alunos, sejam elas cognitivas, psicomotoras, afetivas, produzindo assim uma configuração do efetivamente aprendido; atribuir uma qualidade a essa configuração da aprendizagem a partir de um padrão preestabelecido e admitido como válido pela comunidade pedagógica escolar e que estejam de acordo com o conteúdo visto em sala de aula, e por último com base nesta qualificação, tomar decisões sobre suas práticas docentes e sobre a conduta de seus alunos, para que o que estiver fazendo que não esteja surgindo resultados positivos para os estudantes seja modificado e os alunos que estiverem com um rendimento satisfatório serem passados para passos subsequentes da aprendizagem.
A segunda etapa é o padrão mínimo de consulta que defende que o sistema utilizado hoje de notas seja inexistente, pois a nota não representa o conhecimento total do aluno, então o ideal seria estipular um padrão mínimo necessário, com o consequente desenvolvimento de habilidades, hábitos e convicções.
Neste contexto para servir de exemplo poderia ser estipulado que a nota sete seria o valor mínimo necessário de conhecimento que o estudante precisaria ter para obter um resultado satisfatório e passar adiante, aqueles que atingissem menos que isso seriam reorientados e passariam pelas etapas novamente a fim de que obtivesse o mínimo necessário, e os que atingissem um rendimento maior que o mínimo, iam recebendo notas superiores até atingirem a máxima que é o dez. O professor pode fazer uso de média, mas desde que esta não distorça tanto o resultado final da aprendizagem do aluno, assim ele tem que conversar e planejar com seus alunos qual será o mínimo necessário e esforça-los a atingirem este mínimo.
Essa prática de adoção do “mínimo”, não deve ser focado ao extremo dentro de sala de aula, e dentro do ensino de conteúdos mínimos que não saem do enfoque, pois assim não estaria sendo praticada a aprendizagem e sim só cópias e repetições mínimas para o desenvolvimento dos alunos, essa prática também não pode ser adotada por um professor sozinho tem que ser discutido e definido por um conjunto de professores e com a comunidade pedagógica escolar.
E por fim os docentes precisam estar mais preocupados com a efetivação da aprendizagem do educando, ou seja, o aluno precisa aprender mais o que está sendo ensinado e esse ensino precisa ser de qualidade, mas os poucos investimentos na educação desmotivam os professores e enfraquecem o atual sistema de educação do país. Avaliação é um diagnóstico da qualidade dos resultados intermediários ou finais e a verificação é uma configuração dos resultados parciais ou finais, para que a avalição se torne um instrumento significativo da prática educativa, é fundamental que ambas sejam conduzidas com um determinado rigor científico e técnico, e a ciência pedagógica hoje está amadurecida o suficiente para que isto venha a acontecer e então assim poder levar à construção de resultados significativos da aprendizagem que melhorem o desenvolvimento em todos os aspectos dos alunos.


Referência 


LUCKESI, Cipriano Carlos. Verificação ou avaliação: o que pratica a escola? In: LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. 22. Ed. São Paulo: Cortez, 2011, p. 45-60.

Encontro 04 - Discussões Coordenadas - Mapa Conceitual!

Nesse encontro os textos base para nossa discussão em sala de aula foram os de Luckesi, que abordaram os assuntos da pedagogia do exame e da verificação ou avaliação, o que pratica a escola?. Esses dois textos também foram usados para construção de um mapa conceitual e de uma síntese. Abaixo você encontra o link para o slide que contém o mapa conceitual, e fique atento que no próximo post você lerá a síntese! ;)

http://pt.slideshare.net/rafaelly04/atividade-mapa-conceitual





Encontro 03 - Texto de Apoio!

Este texto de apoio trata do assunto ensinar e aprender, que serviu de apoio para compreensão da disciplina de avaliação. Então vejam abaixo: O que é ensinar, o que é aprender de Luiz Carlos Cagliari.

                                                                    Boa leitura!

terça-feira, 17 de maio de 2016

Encontro 03 - Discussões Coordenadas!

Nesse dia entregamos uma síntese que tratou de um assunto polêmico até hoje, o EXAME, e o texto que usamos como base foi o da Angel Diaz Barriga. Segue abaixo esse trabalho, boa leitura! ;)

Síntese reflexiva do texto:
Avaliação: uma prática em busca de novos sentidos

A prática de utilizar o exame, como instrumento medidor de conhecimento do aluno é uma afirmação que trouxe mais problemas para a educação do que resolveu, todas as pessoas têm uma opinião igualitária quando se afirma que a utilização de exames, tem um fim de reconhecer o conhecimento e indicar o que determinado sujeito aprendeu.
Nas práticas pedagógicas o que se fala em relação a práticas de exames com fim de determinar o conhecimento de um aluno, é totalmente contrário. Então de acordo com a história, primeiro o exame foi utilizado como um instrumento criado pela burguesia chinesa para eleger membros das castas inferiores, segundo não tinham relatos que antes da idade média existia um sistema de exames ligados a essa prática educativa e terceiro a atribuição de notas ao trabalho escolar é uma herança do século XIX à pedagogia. Herança essa que não trouxe muitos benefícios como achariam que iam ter.
Os exames não estão ligados historicamente a problemas com conhecimento, mas está marcado em outras questões que são difíceis de resolver, pois eles são de diferentes ordens, como: sociais, políticos, técnicos e psicopedagógicos. Dessa maneira estes problemas aparecem interiorizados dentro do exame e em todos os âmbitos da sua estrutura.
Mesmo carregando todos estes problemas consigo não se pode colocar toda a culpa no exame e em como ele é utilizado nas práticas educativas, pois não se pode ser justo quando a estrutura social é injusta, não se pode melhorar a educação quando se há uma drástica estrutura educacional, onde professores são mal pagos e alunos sofrem com más condições nas escolas.
O exame é um espaço que sofreu várias inversões das relações de poder e de saber, das relações sociais e das pedagógicas e como a evolução do exame se deu através de mecanismos de poder: da sociedade, da instituição educativa e dos docentes, resultaram em três inversões: uma que converte os problemas sociais em pedagógicos, outra que converte os problemas metodológicos em problemas só de exame, e a última que reduz os problemas teóricos da educação ao âmbito técnico da avaliação.
A primeira inversão é dada por problemas sociais em problemas técnicos, neste tipo de inversão se caracteriza que uma das funções atribuídas ao exame é determinar se um sujeito pode ser promovido de uma série para a outra e sob está ideia central aparecem outras duas funções, a primeira que é a admissão de um sujeito e a outra que é dada através de certificação. O reconhecimento dessas funções e a discussão em relação aos exames estão centrados apenas nos aspectos técnicos que podem dar uma imagem científica. Os problemas sociais, como: acesso a educação, justiça social, estratos de emprego, são relacionados a problemas técnicos, como: objetividade, validade. Esta inversão de problemas sociais em problemas técnicos converte a questão do exame numa dimensão cientificista.
A segunda inversão que é dos problemas metodológicos a problemas de rendimento, mostra que o exame era utilizado no cenário educativo como um passo do método do professor, mas não com fim de ser atribuída nota, mas sim, como um instrumento que o aluno só ia utilizar se estivesse seguro que obteria êxito. Como nesta etapa o exame está ligado ao método, quando o aluno não aprende e não obtém um bom resultado depois de passar pelo exame, é caracterizado que o professor é que deve repensar sua metodologia, pois esse é seu trabalho.
Ao passar pela transformação ligada a este sentido de qualificar e promover o desempenho do aluno com o uso do exame, este deixou de ser um aspecto metodológico ligado à aprendizagem para ser objeto de certificação. Dessa forma quando o exame era utilizado como parte metodológica da prática educativa, podia resolver problemas de aprendizagem, sendo aplicado de diversas maneiras, mas agora com a prática dos docentes e das instituições de certificar e promover o aluno, o exame só é usado com este fim.
Dessa maneira, com toda esta estrutura envolta no exame, se estruturou a pedagogia do exame, pedagogia esta que está articulada em função da certificação e promoção dos alunos, causando problemas notórios de formação, de aprendizagem e processos cognitivos. Assim o exame assume um papel como um instrumento individual de controle, se tratando de assumir formas de controle individual e sua extensão a formas de controle social.
Na terceira inversão da relação do exame como um problema de controle cientifico no século XX em direção ao empobrecimento do debate educativo, tem se que durante este século foi criado condições para estabelecer mecanismos que garantissem este controle, foi ainda neste período que a pedagogia deixou de se referir ao termo como exame, passando a o referenciar por teste, e posteriormente por avaliação, que é utilizado até hoje no sistema escolar.
Quando passou a ser utilizado o teste, este serviu como um instrumento científico, válido e objetivo que poderia determinar uma infinidade de fatores psicológicos de um indivíduo, como: inteligência, atitudes, interesses e a aprendizagem. A partir desta utilização a sociedade pode se livrar dos problemas éticos que criam a injustiça, pois se podia mostrar através dos testes que a diferença social era unicamente o resultado das diferenças biológicas, então se você fosse pobre ou negro, você já era considerada uma pessoa com diferença biológica, que não servia nem tinha como ter acesso à educação, e só servia para ser operário, já que nesta fase tinha-se a revolução industrial, então você iria aprender como ser um bom operário, já que esta era a sua qualificação.
A proposta da teoria do teste apoiada na teoria da ciência por um lado incorporou a teoria da medida que a psicologia experimental estava adotando e por outro lado centrou a discussão da suposta especificidade de seu instrumento nos problemas de objetividade, validade e confiabilidade, a maneira arbitrária de como os testes foram desenvolvidos e utilizados não foram levados em questão, já que sua eficácia e sua objetividade era o que mais importava. Progressivamente foi tendo avanços em relação aquele exame inicial, que era tradicional e subjetivo, ele foi substituída pelo termo prova objetiva que seguia a mesma promessa de ser objetivo, de ter controle e ser democrático.
Aquele debate em relação ao exame e suas práticas transformaram-se profundamente no desenvolvimento da teoria do teste, que estava centrado em problemas como: construção de provas, validação estatística do exame e atribuição estatística de notas. Esta forma de tornar técnica o teste resultou num problema completamente prejudicial para o desenvolvimento escolar e a aprendizagem dos alunos, uma vez que às provas escolares foram reduzidas a um conjunto de dados estatísticos, e estes trabalhos foram ficando cada vez mais cópias uns dos outros.
A pedagogia que estudou a educação foi deixando de lado esse estudo quando passou a se importar com os problemas técnicos da construção de provas, elaboração de planos e programas e organização de sequência de aprendizagem, o exame é, portanto um problema da história da pedagogia que foi sempre vinculado à didática, mas tornou-se independente no campo de estudo.
Com outra evolução do exame se chega à avaliação que é o termo utilizado até os dias de hoje, e esta nova mudança de um termo por outro se justifica na necessidade de se ter uma palavra neutra que reflita numa imagem acadêmica e simultaneamente possibilite a mesma ideia de controle de termos anteriores. É por isso que culturalmente todas as pessoas tem uma noção de que a avaliação da aprendizagem remete a uma medição do que a pessoa conhece. A avaliação educativa adquiriu o status de um campo técnico próprio, e esta segmentação do trabalho educativo é fruto de uma pedagogia industrial que se rege pelos princípios da divisão técnica do trabalho.
Então com todas essas nuances de inversões do papel do exame a fim de resolver outros problemas que não são de sua competência, ou de melhorar a educação, se pode perceber que o problema só foi ficando maior, pois hoje em dia as salas de aula são espaços de competições e de não aprendizado, pois os professores preparam seus alunos para fazerem um teste perfeito e os alunos só vão a fim de receberem uma nota, precisa-se recuperar a sala de aula transformando-a num espaço de discussão, de debate de organização de pensamentos, e entender que o exame não é o problema central da educação, mas que para enfrentar esses problemas que a educação enfrenta é preciso fazer uma elaboração dos seus principais problemas.


Referência


BARRIGA, Angel Diaz. Uma polêmica em relação ao exame. In: ESTEBAN, Maria Teresa (Org.). Avaliação: uma prática em busca de novos sentidos. 5. Ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2003, p. 51-82.

Encontro 02 - Textos de Apoio!

Como na aula anterior, o professor entregou alguns textos que foram complementares para o assunto de avaliação de aprendizagem, onde depois da leitura era discutido em sala de aula os pontos importantes. Podem encontrar no link abaixo que redirecionará para uma apresentação de slides!  :D

http://pt.slideshare.net/rafaelly04/textos-complementares-62893570

Encontro 02 - Discussões Coordenadas!

Neste dia fizemos uma discussão sobre os pontos importantes do texto: Ser professora: avaliar e ser avaliada da Maria Teresa Esteban, que foi base para construção de uma síntese entregue nesse dia e entregamos também os decálogos produzidos com base nos textos do encontro 01 que estão num post antes deste, então aqui abaixo você encontrará esses trabalhos. :)


Síntese reflexiva do texto: Escola, currículo e avaliação:
Ser professora: avaliar e ser avaliada


O professor tem uma difícil missão quando se senta para corrigir as provas, ou trabalhos, de seus alunos e através destes instrumentos obterem um resultado que vai ser a medição do conhecimento do aluno. Ele ainda tem que mostrar a comunidade escolar na qual o aluno está inserido, esse resultado e como está o desempenho de sua turma, os próprios alunos quando recebem este resultado ficam com um sentimento de tristeza e começa a nutrir uma falta de interesse em continuar sua vida estudantil.

O professor ao praticar a ação de avaliação de seus alunos desperta dentro dele, seus sentimentos, mas sempre lembra da sua prática pedagógica e quais normas tem que ser seguidas, para avaliar o aluno. Então é uma tarefa psicológica para o professor também passar por situações avaliativas.

A tarefa de avaliar é uma ação solitária para o professor e de agonia para os alunos. Pois para eles essa avaliação é um modo de classificá-los dentro da sala de aula, e para o professor cabe mostrar a esses sujeitos classificados, uma melhor maneira de aprender, fazendo com que consigam desenvolver seu potencial, mas sem prejudicar os outros alunos que ‘conseguiram’ um melhor lugar no ranking de classificação.

Para os alunos, uma prova em que eles se esforçaram para fazer, se dedicaram nos estudos, mas na correção do professor não obtiveram êxito, gera-se uma revolta e começam a surgir distâncias entre o aluno e o seu professor, fazendo com que o aluno avalie esse professor negativamente.

Para os professores que querem ver como está o conhecimento dos seus alunos, e a sua aprendizagem, cabem fazer exercícios, arguições, provas, testes, e assim com o resultado desses instrumentos avaliativos, melhorar ou erguer o ensino para a turma, mudando a aprendizagem de seus alunos. Já para aqueles professores que usam de instrumentos avaliativos para medir, classificar os seus alunos, desenvolve neles e dentro da sala de aula uma competição que desperta o desinteresse por aprender, fazendo com que os alunos só decorem o conteúdo para reproduzirem nas provas, ou em outro instrumento usado pelo professor com esse fim classificatório.

            A forma como a professora conduz a sua turma, e transmite o conhecimento para os seus alunos, transforma esses alunos em seus objetos de conhecimento. Mas dentro do cotidiano escolar percebe-se como se é frágil essa definição de objeto do conhecimento e o sujeito do conhecimento.

           
Para os alunos a avaliação e a atitude do professor, são vistas como formas de ‘poder absoluto’, e para o professor os instrumentos avaliativos são suas formas de medir, classificar o aluno, mas os alunos também estão em constate avaliação do professor, através da sua exposição, sua forma de agir e de ser professor dentro da sala de aula. Fazendo dessa forma que o professor como sujeito do conhecimento passe a ser também um objeto, colocando-o em processo classificatório.
           
Os alunos quando são avaliados, são expostos a todo o meio externo que o rodeiam, e isso vai causando pequenos impactos nesse aluno em relação ao interesse por aprender. Os professores sabem que fazer avaliações classificatórias, ou reprovar um aluno não vai mudar ou melhorar a aprendizagem dele, mas isso não vem do professor, eles seguem regências que são impostas por quem está acima. Mas nesse meio termo de exposição do desempenho da turma, também está sendo exposto o professor, então tudo o que ele faz tem reflexo nos alunos e vice-versa.

            Dentro da escola, o professor acaba vivenciando uma situação contraditória onde ele precisa classificar os seus alunos para ensiná-los, mas ele sabe que classificar não é sinônimo de ajuda e sim de exclusão, e como ensinar os seus alunos excluindo-os.

            O professor começa a perceber que pode ter uma ajuda dessas práticas de exclusão, quando começa a fazer contato de um aluno com outro, aonde um vai ajudando seu colega, compartilhando saberes, e assim ela vai notando que no decorrer das aulas algumas respostas dadas por esses alunos excluídos têm um melhor significado e um avanço no processo de aprendizagem.

            A avaliação classificatória é muito discutida e evidencia um processo social profundamente marcado pela dinâmica de produção de conhecimento. O processo avaliativo se caracteriza em duas vertentes, na primeira que é a do paradigma dominante, está articulada a proposição quantitativa da avaliação, em que a ênfase é posta nos resultados alcançados e na possibilidade de sua quantificação, o que prevê uma igualdade nos sujeitos e uma organização curricular. A segunda vertente se caracteriza na constituição de estudos da sociedade em que se ressalta a especificidade do humano que passa por transições e está articulada a proposição qualitativa da avaliação.


            Embora venha se estudar sobre processos de avaliação, que melhore o processo de ensino aprendizagem do aluno, a classificação ainda articula todo esse processo, onde para alguns são atribuídos valores positivos e para outros valores negativos, nos relatórios dos professores a respeito dos alunos ainda se descreve o processo esperado para aquele aluno, então o foco não é de aprendizagem para os alunos, mas para classificar.


REFERÊNCIA 

ESTEBAN, Maria Teresa. Ser professora: avaliar e ser avaliada. In: ESTEBAN, Maria Teresa (org.). Escola, currículo e avaliação. 2.ed. São Paulo, Cortez, 2005, p.13-37.


Decálogo comentado do texto:
Webfolios – instrumentos de ‘avaliação autêntica’


                    i.            “Na verdade, é um instrumento de avaliação que proporciona a oportunidade de mostrar conhecimentos e capacidades que não são facilmente observáveis através de outros meios de avaliação.”
O que se pode perceber nesse primeiro tópico, é que essa ferramenta pedagógica utilizada como instrumento de avaliação, permite com que o aluno mostre mais conhecimento e capacidade em relação ao aprendizado do que se fosse submetido a outro tipo de instrumento de avaliação, pois é uma ferramenta dinâmica e interativa para o aluno onde ele é o agente principal do seu processo de aprendizagem.

                 ii.            “Desde a última década do século XX tem vindo a verificar-se uma insatisfação geral com os métodos quantitativos e tradicionais de avaliação.”
Neste trecho destaca-se o quanto a inserção de novos instrumentos avaliativos, que sejam dinâmicos e propícios ao estímulo da aprendizagem é importante, e como vem sendo estudado isso há muito tempo, pois desde a data citada no tópico acima se percebe que os modelos antigos de usar instrumentos tradicionais não são benéficos para o aprendizado do aluno.
Uma vez que os modelos mais tradicionais são mal vistos pelos alunos, pois na maioria das vezes eles não aprendem o conteúdo, só o decoram para reproduzirem em uma prova.

               iii.            “A ‘avaliação autêntica’ pode promover oportunidades de aprendizagem para além da sala de aula, mesmo da escola, encorajar os alunos a desenvolver capacidades, formas de compreensão e visões relevantes para as suas necessidades particulares e para os seus contextos sociais.”
Segundo os princípios definidos para avaliação autêntica é elucidado neste tópico o quanto é relevante para o aprendizado dos alunos terem diferentes modos de se aprender, ter locais diferentes para se assistir aula, e os professores serem mais compreensivos e entender as particularidades de cada aluno, assim como suas habilidades e desenvoltura.

                iv.            A oportunidade que deve ser dada aos alunos para demonstrarem o que conseguem alcançar ao longo do tempo e em variados contextos é a principal preocupação destas novas abordagens da avaliação”
Porque como neste tipo de instrumento avaliativo, o aluno é o agente transformador do seu aprendizado, ele vai fazendo isso gradativamente, pois ele fica mais interessado e mais motivado a seguir todo o processo desse novo modo avaliativo, não ficando no meio do caminho, ou desistindo, sem interesse como se fosse avaliado no modelo tradicional.
                  v.            “... oferecem uma oportunidade para uma visão alternativa da avaliação.”
Mostra que o uso de novos instrumentos de avaliação muda à maneira de pensar do aluno, que acha que avaliação é sempre sinônimo de provas.

                vi.            “As escolas não vão ensinar tudo aquilo de que os alunos vão precisar saber durante a sua vida adulta; contudo, podem garantir a aquisição dos pré-requisitos para a aprendizagem com sucesso no futuro.”
A escola não tem como preparar um aluno para situações futuras, ações na vida adulta, e processos de aprendizagem que são contínuos para alguns alunos, mas pode dar base e estímulos para os alunos durante sua formação que sirvam para a sua carreira estudantil e humana futura.

             vii.            “A escola deve chamar a atenção dos estudantes para refletirem nos seus próprios processos de aprendizagem, nas suas estratégias e nos seus estilos de aprendizagem.”
Quer dizer que a escola deve sempre estar instigando os seus alunos a buscarem conhecimento, novas formas de aprender, novas ferramentas que auxiliem o aprendizado, pois eles são responsáveis por sua vida estudantil e conhecimento.

           viii.            “A implementação de webfolios é complexa e exige um grande salto.”
Não é fácil colocar dentro do meio escolar, ferramentas novas, tecnológicas, pois alguns professores entendem que o computador ou a internet são meios de diversão e não de aprendizado, e outros dizem que a maneira de se assistir aula é com o professor escrevendo no quadro o conteúdo e o aluno copiando, por isso que é complexo se colocar novas tecnologias dentro das escolas, e as que fazem isso tem um avanço significativo no rendimento escolar de seus alunos.

                ix.            “Os dados a serem recolhidos, sintetizados e analisados devem provir dos estudantes, professores, investigadores e administradores, trabalhando colaborativamente para melhoria dos processos de ensino e aprendizagem.”
Ou seja, as informações que venham para melhorar o currículo do estudante devem vir de um estudo que envolva toda a comunidade escolar, afim de que se tenha um melhor resultado no processo que envolve o ensino e a aprendizagem dos alunos.

                  x.            “A mudança deve ser feita cautelosamente, em passos progressivos, pois não estando os objetivos finais claramente definidos ou sendo demasiado ambiciosos pode- se gerar confusão, frustração e desilusão.”
Depois de colocar em prática a utilização de novos instrumentos de avaliação, a progressão destes devem seguir passos estudados anteriormente e ter objetivos específicos e definidos por um estudo prévio também, pois assim se garante uma eficácia deste auxílio, não causando nos alunos ou nos aplicadores uma desilusão por ter feito errado o uso de tais ferramentas.

Referências 

REIS, M.I.P. Webfolios – instrumentos de ‘avaliação autêntica’, Portugal-2006.


Decálogo comentado do texto:
Webfolios reflexivos: contributos para o desenvolvimento profissional do professor

                    i.            “Num contexto de desenvolvimento profissional marcado pela constante evolução do meio educativo, a utilização de portefólios reflexivos, repletos de evidências da reflexão sobre a sua ‘práxis’, poderá constituir para o professor uma ferramenta de grande valor.”
Ou seja, para o professor a utilização de um meio instrucional onde ele possa evidenciar seus métodos e fazer reflexões sobre sua maneira de se portar como educador será importante para o seu desenvolvimento profissional e pessoal.

                 ii.            “Ao processo de desenvolvimento profissional impõe-se, como a outros, a existência da avaliação que permitirá ao professor melhorar o seu ensino com base na reflexão acerca do seu método.”
Então a autoavaliação e a reflexão sobre a maneira de agir do professor é fundamental no seu processo de desenvolvimento profissional.

               iii.            “Um ponto fulcral no ciclo avaliativo é a autoavaliação, de caráter obrigatório, e que traduz a apreciação que o docente faz do seu próprio desempenho, resultado de uma postura reflexiva.”
Pode- se notar neste tópico que a constante autoavaliação do professor é caracterizada como peça fundamental no seu processo de desempenho profissional e na reflexão de seus atos.

                iv.            ... o portefólio é reconhecido pela tutela como instrumento que evidencia o desempenho dos profissionais no exercício da docência e como dispositivo potenciador do desenvolvimento profissional.”
Para os professores utilizar o portefólio é construtivo, pois ele os ajuda a melhorar o seu desempenho como docentes, além de caracterizarem o seu desenvolvimento reflexivo e profissional/pessoal.

                  v.            “Por outro lado, a evolução visível na compreensão do processo de aprender a ensinar tem conduzido à modificação do conceito de desenvolvimento profissional docente nos últimos anos.”
Com a constante atualização de meios que auxiliem a educação, tem também a necessidade de mudanças no que diz respeito aos docentes e ao seu desempenho profissional, pois eles é que são os agentes formadores dentro da sala de aula, então se os seus alunos estão se adequando a esses novos meios, assim como a comunidade no qual estão inseridos, o professor viu que o seu conceito de ensino também sofrerá mudanças.
                vi.            “O pensamento e as práticas reflexivas sobre si mesmo permitem ao docente ter continuidade na evolução, atendendo às mudanças sociais no contexto em que desenvolve o seu trabalho, a escola.”
A autoavaliação e a reflexão que o professor faz de si, permite a ele que esteja sempre em evolução de seu desempenho profissional sendo isto bastante útil para a sua comunidade e para o seu trabalho dentro da escola.

             vii.            “A formação de professores é uma área do conhecimento e de investigação que se deve centrar no estudo dos processos através dos quais os professores aprendem e desenvolvem a sua competência profissional, com investimento no auto-desenvolvimento reflexivo tornando-o mais capaz na resolução de problemas profissionais.”
É fundamental para o desenvolvimento profissional/pessoal do professor o estudo sobre a sua formação, os processos que envolvem a sua aprendizagem e o desenvolvimento de suas competências, fazendo assim que este seja um profissional mais apto a enfrentar o âmbito escolar.

           viii.            “A característica mais importante do portefólio do ensino é a narrativa de autoavaliação do professor, que ilumina ambos os lados do processo ensino-aprendizagem.”
Ou seja, quando os professores descrevem em seus portefólios suas práticas de ensino, eles vão conseguindo enxergar os processos de ensino-aprendizagem que eles praticam e os que não praticam, fazendo assim uma avaliação do seu modelo de ensino, e consequentemente o melhorando.

                ix.            “... consideram que o tempo despendido na elaboração dos seus webfólios se traduziu num investimento pessoal e profissional, ao longo do qual cada uma se implicou ativamente num processo de formação e desenvolvimento.”
Os professores disseram que o tempo que eles investiram para construir os seus webfólios foi valioso, pois trouxe significado para os seus lados pessoal e profissional que consequentemente melhora a sua formação e o seu desempenho como educador.

                  x.            “... a sistematização da reflexão e seleção do material dos seus webfolios induziu uma reconstrução do conhecimento de cada uma sobre o seu desempenho o que, por sua vez, determinou um amadurecimento/crescimento profissional.”
O modo como é praticado o webfólio, segue uma sistematização que no final de todo o trabalho os professores puderam ver tudo o que fizeram ao decorrer do ano ou do semestre trabalhado, dessa forma é constatado que essa reflexão e avaliação feita pelos professores em seus webfólios, promoveram um desempenho melhor no seu desenvolvimento profissional.


Referências 

MOREIRA, J.R, FERREIRA, J.M, Webfolios reflexivos: contributos para o desenvolvimento profissional do professor. Revista EFT,  novembro, 2011.