Síntese reflexiva do texto: Escola,
currículo e avaliação:
Ser professora: avaliar e ser
avaliada
O
professor tem uma difícil missão quando se senta para corrigir as provas, ou
trabalhos, de seus alunos e através destes instrumentos obterem um resultado
que vai ser a medição do conhecimento do aluno. Ele ainda tem que mostrar a
comunidade escolar na qual o aluno está inserido, esse resultado e como está o
desempenho de sua turma, os próprios alunos quando recebem este resultado ficam
com um sentimento de tristeza e começa a nutrir uma falta de interesse em
continuar sua vida estudantil.
O
professor ao praticar a ação de avaliação de seus alunos desperta dentro dele,
seus sentimentos, mas sempre lembra da sua prática pedagógica e quais normas
tem que ser seguidas, para avaliar o aluno. Então é uma tarefa psicológica para
o professor também passar por situações avaliativas.
A
tarefa de avaliar é uma ação solitária para o professor e de agonia para os
alunos. Pois para eles essa avaliação é um modo de classificá-los dentro da
sala de aula, e para o professor cabe mostrar a esses sujeitos classificados,
uma melhor maneira de aprender, fazendo com que consigam desenvolver seu
potencial, mas sem prejudicar os outros alunos que ‘conseguiram’ um melhor
lugar no ranking de classificação.
Para
os alunos, uma prova em que eles se esforçaram para fazer, se dedicaram nos
estudos, mas na correção do professor não obtiveram êxito, gera-se uma revolta
e começam a surgir distâncias entre o aluno e o seu professor, fazendo com que
o aluno avalie esse professor negativamente.
Para
os professores que querem ver como está o conhecimento dos seus alunos, e a sua
aprendizagem, cabem fazer exercícios, arguições, provas, testes, e assim com o
resultado desses instrumentos avaliativos, melhorar ou erguer o ensino para a
turma, mudando a aprendizagem de seus alunos. Já para aqueles professores que
usam de instrumentos avaliativos para medir, classificar os seus alunos,
desenvolve neles e dentro da sala de aula uma competição que desperta o
desinteresse por aprender, fazendo com que os alunos só decorem o conteúdo para
reproduzirem nas provas, ou em outro instrumento usado pelo professor com esse
fim classificatório.
A forma como a professora conduz a
sua turma, e transmite o conhecimento para os seus alunos, transforma esses
alunos em seus objetos de conhecimento. Mas dentro do cotidiano escolar
percebe-se como se é frágil essa definição de objeto do conhecimento e o
sujeito do conhecimento.
Para
os alunos a avaliação e a atitude do professor, são vistas como formas de
‘poder absoluto’, e para o professor os instrumentos avaliativos são suas
formas de medir, classificar o aluno, mas os alunos também estão em constate
avaliação do professor, através da sua exposição, sua forma de agir e de ser
professor dentro da sala de aula. Fazendo dessa forma que o professor como
sujeito do conhecimento passe a ser também um objeto, colocando-o em processo
classificatório.
Os
alunos quando são avaliados, são expostos a todo o meio externo que o rodeiam,
e isso vai causando pequenos impactos nesse aluno em relação ao interesse por
aprender. Os professores sabem que fazer avaliações classificatórias, ou
reprovar um aluno não vai mudar ou melhorar a aprendizagem dele, mas isso não
vem do professor, eles seguem regências que são impostas por quem está acima.
Mas nesse meio termo de exposição do desempenho da turma, também está sendo
exposto o professor, então tudo o que ele faz tem reflexo nos alunos e
vice-versa.
Dentro da escola, o professor acaba
vivenciando uma situação contraditória onde ele precisa classificar os seus
alunos para ensiná-los, mas ele sabe que classificar não é sinônimo de ajuda e
sim de exclusão, e como ensinar os seus alunos excluindo-os.
O professor começa a perceber que
pode ter uma ajuda dessas práticas de exclusão, quando começa a fazer contato
de um aluno com outro, aonde um vai ajudando seu colega, compartilhando
saberes, e assim ela vai notando que no decorrer das aulas algumas respostas
dadas por esses alunos excluídos têm um melhor significado e um avanço no
processo de aprendizagem.
A avaliação classificatória é muito
discutida e evidencia um processo social profundamente marcado pela dinâmica de
produção de conhecimento. O processo avaliativo se caracteriza em duas
vertentes, na primeira que é a do paradigma dominante, está articulada a
proposição quantitativa da avaliação, em que a ênfase é posta nos resultados
alcançados e na possibilidade de sua quantificação, o que prevê uma igualdade
nos sujeitos e uma organização curricular. A segunda vertente se caracteriza na
constituição de estudos da sociedade em que se ressalta a especificidade do
humano que passa por transições e está articulada a proposição qualitativa da
avaliação.
Embora venha se estudar sobre
processos de avaliação, que melhore o processo de ensino aprendizagem do aluno,
a classificação ainda articula todo esse processo, onde para alguns são
atribuídos valores positivos e para outros valores negativos, nos relatórios
dos professores a respeito dos alunos ainda se descreve o processo esperado
para aquele aluno, então o foco não é de aprendizagem para os alunos, mas para
classificar.
REFERÊNCIA
Decálogo comentado do texto:
Webfolios – instrumentos de ‘avaliação autêntica’
Webfolios – instrumentos de ‘avaliação autêntica’
i.
“Na verdade, é um instrumento de
avaliação que proporciona a oportunidade de mostrar conhecimentos e capacidades
que não são facilmente observáveis através de outros meios de avaliação.”
O
que se pode perceber nesse primeiro tópico, é que essa ferramenta pedagógica
utilizada como instrumento de avaliação, permite com que o aluno mostre mais
conhecimento e capacidade em relação ao aprendizado do que se fosse submetido a
outro tipo de instrumento de avaliação, pois é uma ferramenta dinâmica e
interativa para o aluno onde ele é o agente principal do seu processo de
aprendizagem.
ii.
“Desde a última década do século XX
tem vindo a verificar-se uma insatisfação geral com os métodos quantitativos e
tradicionais de avaliação.”
Neste
trecho destaca-se o quanto a inserção de novos instrumentos avaliativos, que
sejam dinâmicos e propícios ao estímulo da aprendizagem é importante, e como
vem sendo estudado isso há muito tempo, pois desde a data citada no tópico
acima se percebe que os modelos antigos de usar instrumentos tradicionais não
são benéficos para o aprendizado do aluno.
Uma
vez que os modelos mais tradicionais são mal vistos pelos alunos, pois na
maioria das vezes eles não aprendem o conteúdo, só o decoram para reproduzirem
em uma prova.
iii.
“A ‘avaliação autêntica’ pode
promover oportunidades de aprendizagem para além da sala de aula, mesmo da
escola, encorajar os alunos a desenvolver capacidades, formas de compreensão e
visões relevantes para as suas necessidades particulares e para os seus
contextos sociais.”
Segundo
os princípios definidos para avaliação autêntica é elucidado neste tópico o
quanto é relevante para o aprendizado dos alunos terem diferentes modos de se
aprender, ter locais diferentes para se assistir aula, e os professores serem
mais compreensivos e entender as particularidades de cada aluno, assim como
suas habilidades e desenvoltura.
iv.
“A
oportunidade que deve ser dada aos alunos para demonstrarem o que conseguem
alcançar ao longo do tempo e em variados contextos é a principal preocupação
destas novas abordagens da avaliação”
Porque
como neste tipo de instrumento avaliativo, o aluno é o agente transformador do
seu aprendizado, ele vai fazendo isso gradativamente, pois ele fica mais
interessado e mais motivado a seguir todo o processo desse novo modo
avaliativo, não ficando no meio do caminho, ou desistindo, sem interesse como
se fosse avaliado no modelo tradicional.
v.
“... oferecem uma oportunidade para
uma visão alternativa da avaliação.”
Mostra
que o uso de novos instrumentos de avaliação muda à maneira de pensar do aluno,
que acha que avaliação é sempre sinônimo de provas.
vi.
“As escolas não vão ensinar tudo
aquilo de que os alunos vão precisar saber durante a sua vida adulta; contudo,
podem garantir a aquisição dos pré-requisitos para a aprendizagem com sucesso
no futuro.”
A
escola não tem como preparar um aluno para situações futuras, ações na vida
adulta, e processos de aprendizagem que são contínuos para alguns alunos, mas
pode dar base e estímulos para os alunos durante sua formação que sirvam para a
sua carreira estudantil e humana futura.
vii.
“A escola deve chamar a atenção dos
estudantes para refletirem nos seus próprios processos de aprendizagem, nas
suas estratégias e nos seus estilos de aprendizagem.”
Quer
dizer que a escola deve sempre estar instigando os seus alunos a buscarem
conhecimento, novas formas de aprender, novas ferramentas que auxiliem o
aprendizado, pois eles são responsáveis por sua vida estudantil e conhecimento.
viii.
“A implementação de webfolios é
complexa e exige um grande salto.”
Não
é fácil colocar dentro do meio escolar, ferramentas novas, tecnológicas, pois
alguns professores entendem que o computador ou a internet são meios de
diversão e não de aprendizado, e outros dizem que a maneira de se assistir aula
é com o professor escrevendo no quadro o conteúdo e o aluno copiando, por isso
que é complexo se colocar novas tecnologias dentro das escolas, e as que fazem
isso tem um avanço significativo no rendimento escolar de seus alunos.
ix.
“Os dados a serem recolhidos,
sintetizados e analisados devem provir dos estudantes, professores,
investigadores e administradores, trabalhando colaborativamente para melhoria
dos processos de ensino e aprendizagem.”
Ou
seja, as informações que venham para melhorar o currículo do estudante devem
vir de um estudo que envolva toda a comunidade escolar, afim de que se tenha um
melhor resultado no processo que envolve o ensino e a aprendizagem dos alunos.
x.
“A mudança deve ser feita
cautelosamente, em passos progressivos, pois não estando os objetivos finais
claramente definidos ou sendo demasiado ambiciosos pode- se gerar confusão,
frustração e desilusão.”
Depois de
colocar em prática a utilização de novos instrumentos de avaliação, a
progressão destes devem seguir passos estudados anteriormente e ter objetivos
específicos e definidos por um estudo prévio também, pois assim se garante uma
eficácia deste auxílio, não causando nos alunos ou nos aplicadores uma
desilusão por ter feito errado o uso de tais ferramentas.
Referências
REIS, M.I.P. Webfolios – instrumentos de
‘avaliação autêntica’, Portugal-2006.
Decálogo comentado do texto:
Webfolios reflexivos: contributos para o desenvolvimento profissional do professor
Webfolios reflexivos: contributos para o desenvolvimento profissional do professor
i.
“Num contexto de desenvolvimento
profissional marcado pela constante evolução do meio educativo, a utilização de
portefólios reflexivos, repletos de evidências da reflexão sobre a sua ‘práxis’,
poderá constituir para o professor uma ferramenta de grande valor.”
Ou
seja, para o professor a utilização de um meio instrucional onde ele possa
evidenciar seus métodos e fazer reflexões sobre sua maneira de se portar como
educador será importante para o seu desenvolvimento profissional e pessoal.
ii.
“Ao processo de desenvolvimento
profissional impõe-se, como a outros, a existência da avaliação que permitirá
ao professor melhorar o seu ensino com base na reflexão acerca do seu método.”
Então
a autoavaliação e a reflexão sobre a maneira de agir do professor é fundamental
no seu processo de desenvolvimento profissional.
iii.
“Um ponto fulcral no ciclo
avaliativo é a autoavaliação, de caráter obrigatório, e que traduz a apreciação
que o docente faz do seu próprio desempenho, resultado de uma postura reflexiva.”
Pode-
se notar neste tópico que a constante autoavaliação do professor é
caracterizada como peça fundamental no seu processo de desempenho profissional
e na reflexão de seus atos.
iv.
“...
o portefólio é reconhecido pela tutela como instrumento que evidencia o
desempenho dos profissionais no exercício da docência e como dispositivo
potenciador do desenvolvimento profissional.”
Para
os professores utilizar o portefólio é construtivo, pois ele os ajuda a
melhorar o seu desempenho como docentes, além de caracterizarem o seu
desenvolvimento reflexivo e profissional/pessoal.
v.
“Por outro lado, a evolução visível
na compreensão do processo de aprender a ensinar tem conduzido à modificação do
conceito de desenvolvimento profissional docente nos últimos anos.”
Com
a constante atualização de meios que auxiliem a educação, tem também a
necessidade de mudanças no que diz respeito aos docentes e ao seu desempenho
profissional, pois eles é que são os agentes formadores dentro da sala de aula,
então se os seus alunos estão se adequando a esses novos meios, assim como a
comunidade no qual estão inseridos, o professor viu que o seu conceito de
ensino também sofrerá mudanças.
vi.
“O pensamento e as práticas
reflexivas sobre si mesmo permitem ao docente ter continuidade na evolução,
atendendo às mudanças sociais no contexto em que desenvolve o seu trabalho, a
escola.”
A
autoavaliação e a reflexão que o professor faz de si, permite a ele que esteja
sempre em evolução de seu desempenho profissional sendo isto bastante útil para
a sua comunidade e para o seu trabalho dentro da escola.
vii.
“A formação de professores é uma
área do conhecimento e de investigação que se deve centrar no estudo dos
processos através dos quais os professores aprendem e desenvolvem a sua
competência profissional, com investimento no auto-desenvolvimento reflexivo
tornando-o mais capaz na resolução de problemas profissionais.”
É
fundamental para o desenvolvimento profissional/pessoal do professor o estudo
sobre a sua formação, os processos que envolvem a sua aprendizagem e o
desenvolvimento de suas competências, fazendo assim que este seja um
profissional mais apto a enfrentar o âmbito escolar.
viii.
“A característica mais importante
do portefólio do ensino é a narrativa de autoavaliação do professor, que
ilumina ambos os lados do processo ensino-aprendizagem.”
Ou
seja, quando os professores descrevem em seus portefólios suas práticas de
ensino, eles vão conseguindo enxergar os processos de ensino-aprendizagem que
eles praticam e os que não praticam, fazendo assim uma avaliação do seu modelo
de ensino, e consequentemente o melhorando.
ix.
“... consideram que o tempo
despendido na elaboração dos seus webfólios se traduziu num investimento
pessoal e profissional, ao longo do qual cada uma se implicou ativamente num
processo de formação e desenvolvimento.”
Os
professores disseram que o tempo que eles investiram para construir os seus
webfólios foi valioso, pois trouxe significado para os seus lados pessoal e
profissional que consequentemente melhora a sua formação e o seu desempenho
como educador.
x.
“... a sistematização da reflexão e
seleção do material dos seus webfolios induziu uma reconstrução do conhecimento
de cada uma sobre o seu desempenho o que, por sua vez, determinou um
amadurecimento/crescimento profissional.”
O
modo como é praticado o webfólio, segue uma sistematização que no final de todo
o trabalho os professores puderam ver tudo o que fizeram ao decorrer do ano ou
do semestre trabalhado, dessa forma é constatado que essa reflexão e avaliação
feita pelos professores em seus webfólios, promoveram um desempenho melhor no
seu desenvolvimento profissional.
Referências
MOREIRA, J.R,
FERREIRA, J.M, Webfolios reflexivos: contributos para o desenvolvimento
profissional do professor. Revista EFT,
novembro, 2011.
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