terça-feira, 17 de maio de 2016

Encontro 02 - Discussões Coordenadas!

Neste dia fizemos uma discussão sobre os pontos importantes do texto: Ser professora: avaliar e ser avaliada da Maria Teresa Esteban, que foi base para construção de uma síntese entregue nesse dia e entregamos também os decálogos produzidos com base nos textos do encontro 01 que estão num post antes deste, então aqui abaixo você encontrará esses trabalhos. :)


Síntese reflexiva do texto: Escola, currículo e avaliação:
Ser professora: avaliar e ser avaliada


O professor tem uma difícil missão quando se senta para corrigir as provas, ou trabalhos, de seus alunos e através destes instrumentos obterem um resultado que vai ser a medição do conhecimento do aluno. Ele ainda tem que mostrar a comunidade escolar na qual o aluno está inserido, esse resultado e como está o desempenho de sua turma, os próprios alunos quando recebem este resultado ficam com um sentimento de tristeza e começa a nutrir uma falta de interesse em continuar sua vida estudantil.

O professor ao praticar a ação de avaliação de seus alunos desperta dentro dele, seus sentimentos, mas sempre lembra da sua prática pedagógica e quais normas tem que ser seguidas, para avaliar o aluno. Então é uma tarefa psicológica para o professor também passar por situações avaliativas.

A tarefa de avaliar é uma ação solitária para o professor e de agonia para os alunos. Pois para eles essa avaliação é um modo de classificá-los dentro da sala de aula, e para o professor cabe mostrar a esses sujeitos classificados, uma melhor maneira de aprender, fazendo com que consigam desenvolver seu potencial, mas sem prejudicar os outros alunos que ‘conseguiram’ um melhor lugar no ranking de classificação.

Para os alunos, uma prova em que eles se esforçaram para fazer, se dedicaram nos estudos, mas na correção do professor não obtiveram êxito, gera-se uma revolta e começam a surgir distâncias entre o aluno e o seu professor, fazendo com que o aluno avalie esse professor negativamente.

Para os professores que querem ver como está o conhecimento dos seus alunos, e a sua aprendizagem, cabem fazer exercícios, arguições, provas, testes, e assim com o resultado desses instrumentos avaliativos, melhorar ou erguer o ensino para a turma, mudando a aprendizagem de seus alunos. Já para aqueles professores que usam de instrumentos avaliativos para medir, classificar os seus alunos, desenvolve neles e dentro da sala de aula uma competição que desperta o desinteresse por aprender, fazendo com que os alunos só decorem o conteúdo para reproduzirem nas provas, ou em outro instrumento usado pelo professor com esse fim classificatório.

            A forma como a professora conduz a sua turma, e transmite o conhecimento para os seus alunos, transforma esses alunos em seus objetos de conhecimento. Mas dentro do cotidiano escolar percebe-se como se é frágil essa definição de objeto do conhecimento e o sujeito do conhecimento.

           
Para os alunos a avaliação e a atitude do professor, são vistas como formas de ‘poder absoluto’, e para o professor os instrumentos avaliativos são suas formas de medir, classificar o aluno, mas os alunos também estão em constate avaliação do professor, através da sua exposição, sua forma de agir e de ser professor dentro da sala de aula. Fazendo dessa forma que o professor como sujeito do conhecimento passe a ser também um objeto, colocando-o em processo classificatório.
           
Os alunos quando são avaliados, são expostos a todo o meio externo que o rodeiam, e isso vai causando pequenos impactos nesse aluno em relação ao interesse por aprender. Os professores sabem que fazer avaliações classificatórias, ou reprovar um aluno não vai mudar ou melhorar a aprendizagem dele, mas isso não vem do professor, eles seguem regências que são impostas por quem está acima. Mas nesse meio termo de exposição do desempenho da turma, também está sendo exposto o professor, então tudo o que ele faz tem reflexo nos alunos e vice-versa.

            Dentro da escola, o professor acaba vivenciando uma situação contraditória onde ele precisa classificar os seus alunos para ensiná-los, mas ele sabe que classificar não é sinônimo de ajuda e sim de exclusão, e como ensinar os seus alunos excluindo-os.

            O professor começa a perceber que pode ter uma ajuda dessas práticas de exclusão, quando começa a fazer contato de um aluno com outro, aonde um vai ajudando seu colega, compartilhando saberes, e assim ela vai notando que no decorrer das aulas algumas respostas dadas por esses alunos excluídos têm um melhor significado e um avanço no processo de aprendizagem.

            A avaliação classificatória é muito discutida e evidencia um processo social profundamente marcado pela dinâmica de produção de conhecimento. O processo avaliativo se caracteriza em duas vertentes, na primeira que é a do paradigma dominante, está articulada a proposição quantitativa da avaliação, em que a ênfase é posta nos resultados alcançados e na possibilidade de sua quantificação, o que prevê uma igualdade nos sujeitos e uma organização curricular. A segunda vertente se caracteriza na constituição de estudos da sociedade em que se ressalta a especificidade do humano que passa por transições e está articulada a proposição qualitativa da avaliação.


            Embora venha se estudar sobre processos de avaliação, que melhore o processo de ensino aprendizagem do aluno, a classificação ainda articula todo esse processo, onde para alguns são atribuídos valores positivos e para outros valores negativos, nos relatórios dos professores a respeito dos alunos ainda se descreve o processo esperado para aquele aluno, então o foco não é de aprendizagem para os alunos, mas para classificar.


REFERÊNCIA 

ESTEBAN, Maria Teresa. Ser professora: avaliar e ser avaliada. In: ESTEBAN, Maria Teresa (org.). Escola, currículo e avaliação. 2.ed. São Paulo, Cortez, 2005, p.13-37.


Decálogo comentado do texto:
Webfolios – instrumentos de ‘avaliação autêntica’


                    i.            “Na verdade, é um instrumento de avaliação que proporciona a oportunidade de mostrar conhecimentos e capacidades que não são facilmente observáveis através de outros meios de avaliação.”
O que se pode perceber nesse primeiro tópico, é que essa ferramenta pedagógica utilizada como instrumento de avaliação, permite com que o aluno mostre mais conhecimento e capacidade em relação ao aprendizado do que se fosse submetido a outro tipo de instrumento de avaliação, pois é uma ferramenta dinâmica e interativa para o aluno onde ele é o agente principal do seu processo de aprendizagem.

                 ii.            “Desde a última década do século XX tem vindo a verificar-se uma insatisfação geral com os métodos quantitativos e tradicionais de avaliação.”
Neste trecho destaca-se o quanto a inserção de novos instrumentos avaliativos, que sejam dinâmicos e propícios ao estímulo da aprendizagem é importante, e como vem sendo estudado isso há muito tempo, pois desde a data citada no tópico acima se percebe que os modelos antigos de usar instrumentos tradicionais não são benéficos para o aprendizado do aluno.
Uma vez que os modelos mais tradicionais são mal vistos pelos alunos, pois na maioria das vezes eles não aprendem o conteúdo, só o decoram para reproduzirem em uma prova.

               iii.            “A ‘avaliação autêntica’ pode promover oportunidades de aprendizagem para além da sala de aula, mesmo da escola, encorajar os alunos a desenvolver capacidades, formas de compreensão e visões relevantes para as suas necessidades particulares e para os seus contextos sociais.”
Segundo os princípios definidos para avaliação autêntica é elucidado neste tópico o quanto é relevante para o aprendizado dos alunos terem diferentes modos de se aprender, ter locais diferentes para se assistir aula, e os professores serem mais compreensivos e entender as particularidades de cada aluno, assim como suas habilidades e desenvoltura.

                iv.            A oportunidade que deve ser dada aos alunos para demonstrarem o que conseguem alcançar ao longo do tempo e em variados contextos é a principal preocupação destas novas abordagens da avaliação”
Porque como neste tipo de instrumento avaliativo, o aluno é o agente transformador do seu aprendizado, ele vai fazendo isso gradativamente, pois ele fica mais interessado e mais motivado a seguir todo o processo desse novo modo avaliativo, não ficando no meio do caminho, ou desistindo, sem interesse como se fosse avaliado no modelo tradicional.
                  v.            “... oferecem uma oportunidade para uma visão alternativa da avaliação.”
Mostra que o uso de novos instrumentos de avaliação muda à maneira de pensar do aluno, que acha que avaliação é sempre sinônimo de provas.

                vi.            “As escolas não vão ensinar tudo aquilo de que os alunos vão precisar saber durante a sua vida adulta; contudo, podem garantir a aquisição dos pré-requisitos para a aprendizagem com sucesso no futuro.”
A escola não tem como preparar um aluno para situações futuras, ações na vida adulta, e processos de aprendizagem que são contínuos para alguns alunos, mas pode dar base e estímulos para os alunos durante sua formação que sirvam para a sua carreira estudantil e humana futura.

             vii.            “A escola deve chamar a atenção dos estudantes para refletirem nos seus próprios processos de aprendizagem, nas suas estratégias e nos seus estilos de aprendizagem.”
Quer dizer que a escola deve sempre estar instigando os seus alunos a buscarem conhecimento, novas formas de aprender, novas ferramentas que auxiliem o aprendizado, pois eles são responsáveis por sua vida estudantil e conhecimento.

           viii.            “A implementação de webfolios é complexa e exige um grande salto.”
Não é fácil colocar dentro do meio escolar, ferramentas novas, tecnológicas, pois alguns professores entendem que o computador ou a internet são meios de diversão e não de aprendizado, e outros dizem que a maneira de se assistir aula é com o professor escrevendo no quadro o conteúdo e o aluno copiando, por isso que é complexo se colocar novas tecnologias dentro das escolas, e as que fazem isso tem um avanço significativo no rendimento escolar de seus alunos.

                ix.            “Os dados a serem recolhidos, sintetizados e analisados devem provir dos estudantes, professores, investigadores e administradores, trabalhando colaborativamente para melhoria dos processos de ensino e aprendizagem.”
Ou seja, as informações que venham para melhorar o currículo do estudante devem vir de um estudo que envolva toda a comunidade escolar, afim de que se tenha um melhor resultado no processo que envolve o ensino e a aprendizagem dos alunos.

                  x.            “A mudança deve ser feita cautelosamente, em passos progressivos, pois não estando os objetivos finais claramente definidos ou sendo demasiado ambiciosos pode- se gerar confusão, frustração e desilusão.”
Depois de colocar em prática a utilização de novos instrumentos de avaliação, a progressão destes devem seguir passos estudados anteriormente e ter objetivos específicos e definidos por um estudo prévio também, pois assim se garante uma eficácia deste auxílio, não causando nos alunos ou nos aplicadores uma desilusão por ter feito errado o uso de tais ferramentas.

Referências 

REIS, M.I.P. Webfolios – instrumentos de ‘avaliação autêntica’, Portugal-2006.


Decálogo comentado do texto:
Webfolios reflexivos: contributos para o desenvolvimento profissional do professor

                    i.            “Num contexto de desenvolvimento profissional marcado pela constante evolução do meio educativo, a utilização de portefólios reflexivos, repletos de evidências da reflexão sobre a sua ‘práxis’, poderá constituir para o professor uma ferramenta de grande valor.”
Ou seja, para o professor a utilização de um meio instrucional onde ele possa evidenciar seus métodos e fazer reflexões sobre sua maneira de se portar como educador será importante para o seu desenvolvimento profissional e pessoal.

                 ii.            “Ao processo de desenvolvimento profissional impõe-se, como a outros, a existência da avaliação que permitirá ao professor melhorar o seu ensino com base na reflexão acerca do seu método.”
Então a autoavaliação e a reflexão sobre a maneira de agir do professor é fundamental no seu processo de desenvolvimento profissional.

               iii.            “Um ponto fulcral no ciclo avaliativo é a autoavaliação, de caráter obrigatório, e que traduz a apreciação que o docente faz do seu próprio desempenho, resultado de uma postura reflexiva.”
Pode- se notar neste tópico que a constante autoavaliação do professor é caracterizada como peça fundamental no seu processo de desempenho profissional e na reflexão de seus atos.

                iv.            ... o portefólio é reconhecido pela tutela como instrumento que evidencia o desempenho dos profissionais no exercício da docência e como dispositivo potenciador do desenvolvimento profissional.”
Para os professores utilizar o portefólio é construtivo, pois ele os ajuda a melhorar o seu desempenho como docentes, além de caracterizarem o seu desenvolvimento reflexivo e profissional/pessoal.

                  v.            “Por outro lado, a evolução visível na compreensão do processo de aprender a ensinar tem conduzido à modificação do conceito de desenvolvimento profissional docente nos últimos anos.”
Com a constante atualização de meios que auxiliem a educação, tem também a necessidade de mudanças no que diz respeito aos docentes e ao seu desempenho profissional, pois eles é que são os agentes formadores dentro da sala de aula, então se os seus alunos estão se adequando a esses novos meios, assim como a comunidade no qual estão inseridos, o professor viu que o seu conceito de ensino também sofrerá mudanças.
                vi.            “O pensamento e as práticas reflexivas sobre si mesmo permitem ao docente ter continuidade na evolução, atendendo às mudanças sociais no contexto em que desenvolve o seu trabalho, a escola.”
A autoavaliação e a reflexão que o professor faz de si, permite a ele que esteja sempre em evolução de seu desempenho profissional sendo isto bastante útil para a sua comunidade e para o seu trabalho dentro da escola.

             vii.            “A formação de professores é uma área do conhecimento e de investigação que se deve centrar no estudo dos processos através dos quais os professores aprendem e desenvolvem a sua competência profissional, com investimento no auto-desenvolvimento reflexivo tornando-o mais capaz na resolução de problemas profissionais.”
É fundamental para o desenvolvimento profissional/pessoal do professor o estudo sobre a sua formação, os processos que envolvem a sua aprendizagem e o desenvolvimento de suas competências, fazendo assim que este seja um profissional mais apto a enfrentar o âmbito escolar.

           viii.            “A característica mais importante do portefólio do ensino é a narrativa de autoavaliação do professor, que ilumina ambos os lados do processo ensino-aprendizagem.”
Ou seja, quando os professores descrevem em seus portefólios suas práticas de ensino, eles vão conseguindo enxergar os processos de ensino-aprendizagem que eles praticam e os que não praticam, fazendo assim uma avaliação do seu modelo de ensino, e consequentemente o melhorando.

                ix.            “... consideram que o tempo despendido na elaboração dos seus webfólios se traduziu num investimento pessoal e profissional, ao longo do qual cada uma se implicou ativamente num processo de formação e desenvolvimento.”
Os professores disseram que o tempo que eles investiram para construir os seus webfólios foi valioso, pois trouxe significado para os seus lados pessoal e profissional que consequentemente melhora a sua formação e o seu desempenho como educador.

                  x.            “... a sistematização da reflexão e seleção do material dos seus webfolios induziu uma reconstrução do conhecimento de cada uma sobre o seu desempenho o que, por sua vez, determinou um amadurecimento/crescimento profissional.”
O modo como é praticado o webfólio, segue uma sistematização que no final de todo o trabalho os professores puderam ver tudo o que fizeram ao decorrer do ano ou do semestre trabalhado, dessa forma é constatado que essa reflexão e avaliação feita pelos professores em seus webfólios, promoveram um desempenho melhor no seu desenvolvimento profissional.


Referências 

MOREIRA, J.R, FERREIRA, J.M, Webfolios reflexivos: contributos para o desenvolvimento profissional do professor. Revista EFT,  novembro, 2011.

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